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Resumos analíticos de eventos empresariais para investidores
Publicações · Agronegócio ✕
12 resultados
! Fonte primária — autodeclarado
NovaBio e Ministério da Agricultura e Pecuária (dados de moagem)
Moagem de cana no Norte-Nordeste fica abaixo da de 2025 no começo da safra
As usinas do Norte e do Nordeste moeram, até o fim de setembro, um pouco menos cana do que no mesmo período do ano passado. Foram 13,73 milhões de toneladas até 30 de setembro de 2026, 1,1% abaixo do mesmo período de 2025, segundo o Mapa (cálculo próprio). A produção de açúcar ficou 3,2% acima, e os Estados Unidos reduziram a cota de açúcar brasileiro com tarifa menor para 100 mil toneladas.
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Banco Central do Brasil
Produtores rurais têm 9,7% das dívidas com os bancos em atraso, dez vezes mais que há três anos
De cada R$ 100 que os produtores rurais devem aos bancos como pessoa física, R$ 9,70 estavam com mais de 90 dias de atraso em agosto de 2026, segundo o Banco Central. Três anos antes, eram menos de R$ 1. O Banco do Brasil é o grande banco mais afetado, e o governo abriu renegociação até 12 de novembro.
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Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina (dados do INDEC)
Agro argentino vende à Europa 44% acima da média de três anos nos produtos com tarifa reduzida pelo acordo com o Mercosul
De maio a agosto de 2026, primeiros quatro meses do acordo entre Mercosul e União Europeia, o agro argentino vendeu US$ 1,92 bilhão à Europa, 21% acima da média de 2023 a 2025. Nos produtos com tarifa reduzida, a alta foi de 44%, segundo o governo argentino.
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Conab — Companhia Nacional de Abastecimento (com o Banco do Brasil)
Brasil deve colher 181,6 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, alta de 0,7%, projeta Conab
A Conab projetou a safra brasileira de soja 2026/27 em 181,64 milhões de toneladas, alta de 0,7% sobre o ciclo anterior, no relatório "Perspectivas para a Agropecuária", divulgado em 15 de setembro de 2026 com o Banco do Brasil. O crescimento vem da área plantada, que deve subir 1,4%, para 49,3 milhões de hectares. A produtividade média por hectare deve recuar, pela base de comparação alta da safra passada e pelo risco climático do El Niño. As exportações de soja devem somar 117,98 milhões de toneladas, alta de 1,5%, sustentadas pela demanda chinesa mas pressionadas pela concorrência da soja dos Estados Unidos. No mesmo relatório, a produção total de grãos do Brasil deve chegar a 366,6 milhões de toneladas, alta de 1,4%, com o milho crescendo mais que a soja: 148 milhões de toneladas, alta de 2,8%.
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CNH (Case e New Holland), Massey Ferguson, Agritech
Venda de máquinas agrícolas no Brasil acumula queda de 25,8% em 2026, mas indústria já aponta sinais de reação
Vendas de máquinas agrícolas somaram R$ 26,2 bilhões entre janeiro e julho de 2026, queda de 25,8% frente ao mesmo período de 2025. A Abimaq projeta recuo de 20% no faturamento do setor para o ano — estimativa que subiu ao longo de 2026, partindo de 8% em março. Executivos da CNH, da Massey Ferguson e da Agritech apontam preço de commodities, crédito agrícola e frota envelhecida como fatores de reação, num segmento em que os tratores de baixa potência já crescem.
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Argus Media
Exportação de etanol do Brasil deve crescer 20% na safra 2026/27
As exportações brasileiras de etanol devem somar 1,535 milhão de m³ na safra 2026/27, alta de 20% sobre o ciclo anterior, segundo a mediana de uma pesquisa da consultoria Argus com participantes do mercado. O frete marítimo mais caro após a guerra entre Estados Unidos e Irã prejudicou a competitividade do etanol brasileiro no primeiro semestre, mas a janela entre julho e setembro favorece o produto nacional antes de o etanol americano recuperar vantagem sazonal, entre outubro e março. A alta também se apoia numa oferta recorde: a Conab projeta 40,68 milhões de m³ de produção nacional, a maior de sua série histórica de 21 anos. Uma segunda consultoria, a Datagro, projeta um volume de exportação bem maior para o mesmo período, com base de comparação distinta da usada pela Argus e pelo MDIC — divergência registrada dentro do artigo.
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Cecafé — Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
Correção de falha em certificados eleva dado de exportação de café em 1,2 milhão de sacas e derruba futuros nos EUA
O Cecafé revisou de 1,71 milhão para 2,94 milhões de sacas o dado parcial de exportação de café de agosto de 2026, depois de identificar falha nos certificados de exportação do porto de Santos que deixava embarques de fora da contagem. A correção, anunciada em 26 de agosto, derrubou os futuros de café arábica na ICE em quase 4% no mesmo dia; os preços se recuperaram parcialmente na sexta-feira seguinte, com alta de 1%.
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Cecafé — Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
Brasil exportou 16,6% menos arábica e 73,5% mais canéfora em 2026, e o café de melhor qualidade chegou a valer R$ 400 a mais por saca
O Brasil embarcou 20,897 milhões de sacas de café nos sete primeiros meses de 2026, 5,9% menos que no mesmo período de 2025, com o arábica caindo 16,6% e a canéfora subindo 73,5%, segundo o Cecafé. Em julho o volume exportado cresceu 9,9% e a receita caiu 13,2%. No mercado físico, a distância entre o café de bebida fina e o tipo Rio chegou a R$ 400 por saca em 17 de agosto.
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Embrapa Agrobiologia / Senado Federal
Senado aprova plano de fertilizantes, e a Embrapa conclui pesquisa que supre até metade do fósforo da soja
O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que consome e cerca de 9 milhões de toneladas anuais de fosfatados. Em 11 de agosto de 2026 o Senado aprovou o PL 699/2023, que cria o Profert, programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes, agora à sanção presidencial. Em paralelo, a Embrapa Agrobiologia concluiu pesquisa mostrando que a estruvita, mineral precipitado de dejetos suínos, supre até 50% da demanda de fósforo da soja mantendo produtividade de 3,5 t/ha. Cálculo próprio situa o potencial da estruvita em torno de 2% do fósforo importado — solução localizada, não resposta à dependência nacional.
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CerradinhoBio (Cerradinho Bioenergia S.A.)
Etanol de milho bate recorde no Brasil e mira 17 bilhões de litros — mas preços baixos e crédito restrito testam a expansão
A safra 2025/26 consolidou o etanol de milho como vetor do crescimento sucroenergético brasileiro: 10,17 bilhões de litros (+29,8%), segundo a CONAB — mais de 27% do etanol total do país. A CerradinhoBio, que iniciou o segmento em 2019, registrou lucro de R$ 372,7 milhões (+90%) e aprovou expansão de R$ 140 milhões em Chapadão do Céu (GO). Com projetos já contratados, o CEO Renato Pretti projeta 16-17 bilhões de litros de capacidade instalada. O alerta do executivo: parity em ~58%, crédito restritivo e endividamento crescente exigem novas alavancas de demanda — reforma tributária (+1,5-2B litros), E35 (+~1B litros) e eventual E15 nos EUA (mercado americano cresceria de ~50B para 80B litros).
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Binatural
Biodiesel puro no longo curso, elétrico na cidade: a dupla aposta do Brasil para descarbonizar 3,2 milhões de caminhões
O Brasil tem 3,241 milhões de caminhões em circulação, dos quais apenas 2.466 — menos de 0,1% — utilizam tecnologias de baixa emissão. O transporte rodoviário responde por 204,1 das 221,4 milhões de toneladas de CO2e emitidas pelo país em 2025 (SEEG/Observatório do Clima). A estratégia nacional aposta em duas frentes: eletrificação para rotas urbanas e curta distância (Braspress, Quick Delivery, VWCO e-Delivery) e biocombustíveis para o longo curso. A Binatural, produtora goiana com 600 milhões de litros/ano de capacidade, rodou 2.000 km com B100 na rota Formosa–Belém durante a COP30 (novembro de 2025). A Lei do Combustível do Futuro (out. 2024) estabelece B15 obrigatório hoje, com meta de B20 em 2030. O principal gargalo: ausência de diretriz nacional clara, custo de veículos de baixa emissão até 3× maior e infraestrutura de recarga insuficiente ao longo das rodovias.
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FIAGROs — Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (B3)
FIAGROs acumulam recorde de captação no primeiro semestre de 2026 e entregam retorno de 13% num agronegócio em ciclo adverso
No primeiro semestre de 2026, os FIAGROs registraram R$ 8,3 bilhões em emissões, alta de 288,3% na comparação anual, segundo a Anbima — o melhor resultado semestral desde o início da série histórica. A classe acumula retorno superior a 13% em 2026, quase o dobro do CDI, mesmo com o agronegócio enfrentando recorde de recuperações judiciais (1.990 pedidos em 2025). A expansão é impulsionada pela Resolução CVM nº 214 (vigente desde março de 2025), que criou o Fiagro Multimercado, e pelo papel crescente do mercado de capitais no financiamento do campo com a Selic a 15%.