O lançamento
A Apple (AAPL 🇺🇸) começou a vender um notebook Mac em que dá para tocar na tela com o dedo. Nenhum Mac tinha esse recurso até agora.
A empresa apresentou o novo MacBook Pro em 28 de outubro de 2026, num evento em Los Angeles. As encomendas abriram no mesmo dia em 30 países, segundo a Apple. No Brasil, a pré-venda também começou em 28 de outubro, segundo o site Mundo Conectado. O aparelho chega às lojas em 6 de novembro.
A mudança contraria a posição que a Apple defendia desde 2010. Naquele ano, o cofundador Steve Jobs disse que tocar numa tela em pé era "ergonomicamente péssimo", segundo o jornal The National.
O toque funciona junto com o teclado e com o trackpad, a superfície que faz as vezes de mouse no notebook. Nos programas que ainda não foram adaptados, o sistema da Apple transforma o toque num clique, segundo a empresa.
O que a Apple promete do aparelho
A tela, que a Apple chama de PROLED XDR, usa a tecnologia OLED, em que cada ponto acende sozinho, sem luz de fundo. A empresa declara brilho de até 2.000 nits, a unidade que mede quanto a tela ilumina.
O notebook sai com tela de 14 ou de 16 polegadas e com os chips M5 Pro ou M5 Max, processadores desenhados pela própria Apple. Aceita até 128 GB de memória e até 16 TB de armazenamento.
Segundo a Apple, a bateria dura até 24 horas, e meia hora na tomada recarrega metade dela. O modelo de 14 polegadas pesa cerca de 1,36 kg, uns 230 gramas a menos que o anterior. O de 16 polegadas pesa cerca de 1,81 kg, uns 320 gramas a menos (conversão de libras para quilos em cálculo próprio).
A Apple também afirma que o chip M5 Max roda no próprio notebook grandes modelos de linguagem, os programas por trás de assistentes como o ChatGPT. O usuário não depende de servidores externos para usar esses programas, segundo a empresa.
Preço e lugar na linha
O MacBook Pro com tela de toque custa a partir de US$ 2.899 nos Estados Unidos, no modelo de 14 polegadas com chip M5 Pro. O de 16 polegadas começa em US$ 3.399. Com o chip M5 Max, os preços de partida sobem para US$ 4.499 e US$ 4.799, segundo a Apple.
No Brasil, o modelo de entrada de 14 polegadas custa R$ 34.999, e o de 16 polegadas, R$ 41.999, segundo o Mundo Conectado e o canal de notícias Times Brasil. A configuração mais completa chega a R$ 176.799.
Na véspera, em 27 de outubro, a Apple lançou um MacBook Pro mais barato, de 14 polegadas e com o chip M6, a partir de US$ 1.999. O comunicado desse modelo descreve a tela anterior, a Liquid Retina XDR, e não menciona toque.
O Mac nas contas da Apple
O Mac rendeu US$ 10,35 bilhões à Apple no trimestre de abril a junho de 2026. O valor ficou 28,7% acima dos US$ 8,05 bilhões do mesmo trimestre de 2025 (variação em cálculo próprio). Os números estão no balanço entregue à SEC, o órgão que regula o mercado de capitais nos EUA.
No mesmo trimestre, a Apple faturou US$ 109,42 bilhões no total, e o Mac respondeu por 9,5% desse valor (cálculo próprio). O iPhone trouxe US$ 54,25 bilhões.
A Apple divulga em 2 de novembro de 2026, depois do fechamento do mercado americano, o balanço de julho a setembro. O novo MacBook Pro fica fora desse número, porque as encomendas abriram depois de o trimestre fechar.
As telas e as previsões
A Samsung Display, fabricante de telas do grupo sul-coreano Samsung, fornece sozinha as telas OLED do novo MacBook Pro. A informação é da consultoria TrendForce, citada pelo site MacTrast.
A TrendForce prevê que a Apple envie ao varejo de 1,2 milhão a 1,5 milhão de unidades do modelo com tela de toque em 2027. A consultoria alerta que o preço alto pode frear a troca de notebooks no curto prazo.
David Naranjo, analista da consultoria Counterpoint Research, disse ao The National que a entrada da Apple pode ser um ponto de virada para as telas OLED em notebooks caros. Para ele, a escala de compra da Apple pode baratear essas telas também para outros fabricantes.
Ressalvas
Brilho, bateria, peso e desempenho são números declarados pela Apple. Johny Srouji, chefe de hardware da empresa, chamou a tela de "a melhor tela de notebook do mundo". Testes independentes do aparelho não tinham sido localizados até 2 de novembro de 2026.
A CNBC, citada pela publicação de origem sobre a mudança de posição da Apple, não pôde ser aberta pela ferramenta de leitura. O comunicado da TrendForce também não abriu, e a previsão foi lida no texto do MacTrast.
Os preços no Brasil vêm do Mundo Conectado e do Times Brasil, e a loja da Apple no Brasil não foi conferida. A previsão de 1,2 milhão a 1,5 milhão de unidades é de uma consultoria, e a Apple não divulga vendas por modelo.